29.3.11

COVERGIRL

Ganha um doce quem adivinhar quem é a modelo de cabelos morenos, fartos e encaracolados que estampa a capa da Numero Tokyo de maio...VALENDO!

26.3.11

Hora do Planeta 2011 é hoje!


A WWF, organização sem fins lucrativos para o preservamento do planeta promove hoje, sábado, 26 de março de 2011 a HORA DO PLANETA, no qual somos todos encorajados a apagarmos TODAS as luzes durante 60 minutos, à partir das 20:30, ajudando assim da maneira mais simples, num ato simbólico que podemos tambem agir contra o aquecimento global.
Então não se esqueça: Hoje, às 20:30, apaguemos as luzes para um mundo mais saudável.

22.3.11

Comendo fora: La table de Jöel Robuchon



Um dos meus poucos maiores prazeres é comer. E comer bem, diga-se de passagem. Junte à isso um dos meus maiores hobbies que é experimentar lugares diferentes. Pronto. Acho que dá uma seção aqui no blogue - o "Comendo Fora"!



E pra começar em grande estilo, hoje vamos de La table de Jöel Robuchon, que pertence ào império de restaurantes do chef homônimo.
Robuchon é um dos mais famosos chefs e restauranteurs oriundos da França. Precursor do que se chama cuisine actualle, Jöel quis que sua cozinha se diferenciasse dos excessos da até então aclamada nouvelle cuisine. Dono de mais de 20 lojas entre restaurantes, bares, salões de chás e boulangeries, detem a respeitosa marca de 24 estrelas concedidas pelo famoso Guia Michelin.
Mas voltando ao restaurante, La table de Jöel Robuchon Nagoya foi o que visitei. O mesmo restaurante de Tokyo possui 2 estrelas no Michelin.



VISUAL:Localizado no 10º andar do Matsuzakaya , tem uma fachada discreta e simples. Talvez por ser dentro de um shopping. Mas o salão, talvez, à primeira vista intimida os não-iniciados pela sua aparencia sofisticada e "modernosa". O vermelho das cadeiras e sofás contrasta com o escuro das madeiras que cobrem as paredes assim como as colunas de espelho cravadas por pequenos brilhantes. Ao contrário dos restaurantes da França, seu interior e o espaço entre as meses é bem amplo.



ATENDIMENTO: A reserva feita pelo telefone, mesmo que 30 minutos antes, ajudou bastante na agilidade do atendimento. Assim que cheguei logo fui recepcionado, e encaminhado à mesa. A garçonete notou meu casaco e perguntou se não queria deixá-lo na chapelaria. Entreguei-o e em seguida outra atendende trouxe o menu de bebidas. Fui de vinho(¥7,800) para sair do lugar comum que é a champanhe(¥10,000-) e apesar de não ser um entendedor, acertei na escolha.



COMIDA:O jantar serve 4 tipos de "courses" (¥3,855,¥5,460,¥7,980 e ¥10,500) mais o menu à la carte (¥1,260-). Todos os courses vem com uma ou mais entradas, 3 opções de prato principal mais 3 opções de sobremesa. De quebra um chá ou cafézinho.
Escolhi o Diner por não ser muito extensivo e de ingredientes mais simples. A primeira entrada é uma mousse de cenoura com calda de laranja e gengibre(1). Simples, aerado, leve, salgado mas adocicado. Se me trouxessem uma bacia cheia daquilo, ficaria por ali mesmo. Muito bom. Logo em seguida uma salada de kani e abacate coberto com um fino e delicado crepe rodeado por calda de sidra com maçã(2). A combinação do kani com a sidra é muito boa, mas nada surpreendente. Já provei semelhante. Eu tinha uma expectativa em relação à terceira entrada: O tal do foie grais(3)!!Sempre relutei em comer essa iguaria por conhecer a origem e o método de fabricação. Mas estava incluso e não era possível uma substituição.E é com um grande peso na consciência que admito que gostei. O sabor é muito igual à gema de ovo mal passada. O broto de bambu e as cebolas novas que o acompanhavam balancearam com forte sabor do foie.
Entre peixe, caça e filé wagyu, preferi o primeiro. E não me arrependi. O peixe grelhado(4), macio e úmido vinha sob um creme de alho-porro e sobre um molho de confits de tomate com chourizo, que se casavam muito bem. Salgado na medida certa, o peixe desmanchava na boca...
Pra finalizar, de sobremesa preferi o creme brulé acompanhado de sorbet de damasco e calda de berries(5). A combinação não é uma novidade tambem, mas o frescor do sorbet e o azedinho da calda caíram muito bem.
(1)(2)(3)(4)(5)







Onde:Nagoya-shi Naka-ku Sakae 3-chome 16-1
Matsuzakaya Main Building
Piso 10 Restaurantes.
Quando:Almoço 11:00 às 15:00(L.O.)
Chá 15:00 às 16:30
Jantar 17:00 às 20:30(L.O.)
Quanto:$$*



*$=barato $$=razoável $$$=caro $$$$=uma vez na vida

A cobertura jornalística do desastre de Tohoku.

Agora que a poeira esta baixando e os ânimos serenando, creio que possamos analizar com a devida distância e frieza a cobertura jornalística tão comentada acerca do terremoto/tsunammi/(quase)acidente nuclear que está completando 2 semanas.
Assim como a maioria, tenho sido inundado com informações de todos os lados: Sites, blogues, facebooks, twitter, e tambem pelos colegas de trabalhos, vizinhos, parentes, transeuntes...O famoso boca a boca.



Acompanhar os fatos atraves da imprensa nipônica é mais real, mais minuto a minuto, ali tudo na hora em que acontece. O que não é garantido que seja 100% compreendido. Pelo menos pra mim. Às vezes o japonês polido e formal é de dificíl entendimento. O que acaba acontecendo é que a gente entende uma palavrinha aqui, outra ali e por conta própria as encaixa em um contexto. Contexto esse criado por nossa cabecinha e algumas vezes errôneo. E pronto: aí esta uma fonte para boatos.Por outro lado é tão mais tranquilizante ouvir e ler as notícias em bom português. É mais esclarecedor, apaziguante, acalentador. Nos dá a sensação de estarmos bem informados... Será????



Me lembro muito bem que a IPC TV/Globo Internacional nao se pronunciou durante 48 horas passado o tremor. Na sexta feira, dia 11, a programação se manteve normal e nenhum plantão ou sequer aquelas manchetes infernais que ficam passando no canto superior da tela foram exibidas. No lugar, Jhony Sasaki( a quem eu tenho um grande respeito) exibia, com certo efusismo, os batidores das gravações de uma novela. OI?
E foi assim durante as 36 horas seguidas...Agora imagine: 250 mil brasileiros. Desses, não sei quantos assinantes do canal, e dentre esses os que não compreendem nada de japônes. Da onde eles esperariam receber notícias e recomendações sobre o que fazer???? De que adianta aquele mapa com aviso de perigo de tsunami piscando na tela??




Aí, pra ferrar tudo de vez, a Tv Globo destaca o seu correspondente local para cobrir os fatos que dali para frente dominariam os telejornais seguintes- O Roberto Kovalick.
Sinceramente?? Por que, meu Deus? É inegável que Roberto Kovalick, quando foi destacado para ser o correspondente internacional da Globo na Ásia, trouxe com ele uma boa bagagem de jornalismo, um verniz profissional eu diria. Achava aquela gordinha com uma pinta na cara que apresentava o jornal local um tanto quanto esculacho. Não que ela fosse uma má profissional. É que ela, ali naquela bancada, só não passava credibilidadee para a empresa como um todo( nem vou citar os repórteres regionais, porque né? aquilo é sambar na cara do bom senso). Trouxe também um investimento maior da Globo na Ipc Tv, até entao uma simples retransmissora da programação , que acabou sendo promovida à afiliada da "vênus platinada". E existe uma enorme diferença entre ser retransmissora e afiliada. Mas voltando ao sr. Kovalick, acho ele ótimo...pra fazer reportagens sobre robôs e excentrecidades do Japão, que ele faz tão bem. E só.
Agora mandam o cara cobrir uma tragedia natural, que por si só já é difícil. Logo ele, reporter de amenidades...Li em algum lugar em que elogiavam sua cobertura dizendo que ele tem se esforçado para se adaptar, absorver e entender a cultura tão peculiar deste país pré terremoto. E eu concordo. Mas tambem não só eu, como vários companheiros de trabalho notamos um certo sensacionalismo nas matérias feitas por ele. Ou seria inexperiência?? Talvez tenha sido o nervosismo, ou a vontade de passar as informações adiante que não o permitiram ser imparcial e tranquilizante para quem o assistia.




Tem gente tambem pedindo a cabeça do enviado especial da mesma Tv Globo Marcos Uchôa por aí...Falando que ele sim é sensacionalista, desinformador e dissiminador de pânico. Eu já acho o contrário. Esse cara tem uma narrativa que, ao meu ver, condiz muito mais com a realidade. Pelo menos a realidade que eu vejo. Uma narrativa serena, num tom de voz certo, com palavras polidas...Está certo que não é isso que a população ávida por informação mais precisa. Mas é isso que faz de um jornalista um dos bons. E esse mesmo Uchôa bem me lembro cobriu a famigerada guerra do Iraque. Aquela cobertura que mal esperávamos os intervalos no trabalho para ficar comentando sobre. Na maioria das vezes, sob o ponto de vista deste mesmo Uchoa tão criticado agora.
O fato é que é assim que o jornalismo funciona: Real ou sensacionalista, a notícia sempre será tratada da maneira mais fiel possível. Fiel do ponto de vista de quem a cobre. A diferença é que agora estmos muito perto da notícia e cada um a enxerga de um jeito.




Má jornalismo pra mim é encorajar um bando de desocupado ditos sensibilizados com as vítimas à arrecadar donativos, encher um onibus e ir até o lugar do desastre cheios de boas intenções. Pra cima de moi?????? Aposto que o único intento desse bem-intencionados compatriotas era ir lá pra ver in loco o que eles estavam vendo pela tv. Puro exibicionismo. Certeza que na página de qualquer rede social desses voluntários está repleta de fotos da catástrofe. Sem nenhum respeitoê



Muito têm se falado do péssimo tratamento dado aos fatos pelos jornalistas brasileiros. Tenho lido em blogues a irritação de alguns brasileiros que aqui vivem sobre o que a maioria da imprensa brasilis tem divulgado . Digo mais: tem gente indignado com o teor de sensacionalismo/maldade/desinformação que estão sendo levados à nós e aos nossos familiares e amigos no Brasil. Mas isso não é uam exclusividade dos brasileiros: o site JPquake criou o sensacional Muro da vergonha dos jornalistas (aqui), que nada mais é do que um compilado de absurdos noticiados por jornalistas de diversas midias sobre o terremoto. Não é genial???? E olha que até minha ultima visita, o Marcos Uchoa ainda não figurava por lá.

O novo clipe do Black Eyed Peas foi gravado em Tóquio!!

E apenas a alguns dias do terremoto que devastou a região Tohoku. E como forma de prestar homenagem às vítimas e ao povo japonês tem uma mensagem no início do vídeo.
A música está um pouco fora dos padrões dos últimos singles lançados pela banda e o vídeo em si não tem muita novidade. É aquela coisa: os integrantes com visual andrógino, imagens de uma cidade cosmopolita e tudo acaba em algum clube.